segunda-feira, março 3

Ex-Libris do Marquês de Sande

Francisco de Melo e Torres, 1º Conde da Ponte, 1º Marquês de Sande (Cr. Conde da Ponte (1661) e Marquês de Sande (1662)

Gravura a buril Formato: 58 x 63 Armas: Partido: 1 - Torres; 2 - Melo. Fidalgo que participou na Revolução de 1640 que pôs termo ao domínio dos Habsburgos espanhois em Portugal, com a aclamação de Dom João, duque de Bragança, como Rei de Portugal. Durante as Guerras da Restauração comandou um terço na Batalha de Montijo (1644), tendo sido nomeado Governador da Praça de Olivença e General de Artilharia. Durante a Regência da rainha D. Luísa de Gusmão deu início a uma brilhante carreira diplomática louvada por Lord Clarendon. Enviado a Inglaterra em 1657, assinou um tratado em 1660 (nunca ratificado) que permitia a Portugal recrutar soldados em Inglaterra e a comprar cavalos e armas no Commonwealth. Após a Restauração dos Stuarts, permaneceu em Inglaterra tendo sido o primeiro Enviado estrangeiro a ser recebido pelo rei Carlos II. Foi signatário do contrato de casamento entre o rei Carlos II e a princessa D. Catarina de Bragança (1638-1705), filha do rei D. João IV, e pelo qual Portugal se obrigou a entregar Tânger e Bombaim à coroa Ingleza, assegurando a Aliança Ingleza na causa da Restauração e da nova dinastia. Em 1662, a Infanta D. Catarina partia de Lisboa acompanhada pelo Marquês de Sande numa frota sob o comando do Conde de Sandwich tendo chegado a Portsmouth a 24 de Maio aí sendo recebida pelo Duque de Iorque, irmão de Carlos II. Mais tarde na qualidade de Eviado à Corte de Luís XIV, rei de França, o Marqûes de Sande esteve envolvido nas negociações para o casamento do rei D. Afonso VI com a Grande Demoiselle. Tendo este projecto falhado devido à oposição de princesa, o Duque de Guise recomendou ap Marquês de Sande o nome da Mademoiselle de Nemours e de Aumale (1646-1683). O casamento foi celebrado em Março de 1666 em La Rochelle, tnedo o Marquês de Sande representado o rei de Portugal.

A nova Rainha embarcou numa frota Francesa sob o comando de seu tio o duque de Beaufort acompanhad pelo Embaixador Marquês de Sande tendo aportado a Lisboa em Agosto de 1666. Dois anos mais tarde, após um golpe palaciano liderado pela rainha e pelo irmão do rei, este era declarado incapaz tendo sido forçado a ceder o poder ao Infante D. Pedro seu irmão que foi nomeado Regente. Pouco tempo depois, o casamento foi anulado em virtude da rainha ter declarado que o seu casamento nunca havia sido consumado. Viria a casar com seu cunhado o futuro rei D. Pedro II..

O marquês de Sande foi assassinado em 1667 após regressar da Capela Real, em circunstãncias nunca cabalmente esclarecidas.