segunda-feira, dezembro 29

Ex-Líbris no YouTube

Julian Jordanov Site do Artista Julian Jordanov Colección de Ex Libris Yusuf Kenan ile Exlibris Çalışması

Congresso de Ex-Líbris FISAE - 2010, Istambul, Turquia

O próximo XXXIII Congresso Internacional de Ex-Líbris da FISAE – 2010, terá lugar em Istambul, Turquia, de 25-29 de Agosto. O Prof. Dr. Hasip Pektas, Presidente em exercício da FISAE e da Associação de Ex-Líbris de Istambul, bem como do recentemente criado Museu de Ex-Líbris de Istambul lidera a organização deste evento histórico.
O movimento ex-librístico na Turquia tem demonstrado um grande dinamismo nas últimas décadas, com inúmeros Artistas de Artes Gráficas a interessaram-se pela criação de ex-líbris e a participarem regularmente em Concursos Internacionais de Ex-Líbris e com um número crescente de coleccionadores entusiastas. Em 1997 foi criada a Associação de Ex-Líbris de Ankara, que ora se transferiu para Istambul sob nova denominação, tendo organizado 2 Concursos Internacionais de Ex-Líbris em Ankara (2003 e 2007) e Concursos de Ex-Líbris Desenhados em Computador para além de colaboração noutros eventos relacionados com as Artes Gráficas. O próximo Congresso Internacional de Ex-Líbris da FISAE será uma oportunidade para aprofundar a rica e secular Cultura Turca e para admirar a encantadora cidade de Istambul, repositório de séculos de história, antiga Constantinopla e Bizâncio, capital do Império Otomano e ponto de encontro entre o Ocidente Latino e o Oriente. Atenta a afluência de Congressistas nas últimas décadas nos Congressos que tiveram lugar na Europa, com destaque para os de Wels, na Áustria, em 2004 e em Nyon, na Suiça, em 2006, estamos certos que o próximo Congresso em Istambul não deixará de despertar grande interesse e de ter uma grande participação. Mais...

Prof. H. Pektas (CGD, 2006)
Links: Istanbul Ex Libris Museum - IMOGA Istanbul Museum of Graphic Arts.

Ex-Líbris na Argentina

P. Delfini (Arg)
A «Associação de Desenhadores da Argentina - ADA» publica uma revista on-line - «Sacapuntas» cujos objectivos são «…difundir la actualidad y la historia del dibujo, y generar un espacio de debate abierto a todos los integrantes de la comunidad gráfica. La revista está escrita y diseñada por miembros de ADA, y cuenta con la colaboración de profesionales del medio editorial y las artes visuales». No nº 17, de Setembro de 2008 (Descargar ZIP (8.8 Mb), Muriel Fraga publicou um interessante artigo sobre ex-líbris: Exlibris: la marca del libro profusamente ilustrado com ex-líbris de vários artistas incluindo Argentinos e com entrevistas a destacados coleccionadores como Benoit Junod. Trata-se sem dúvida de um importante contributo para a divulgação do ex-líbris junto do público Argentino e Latino-Americano pela mão de uma artista de artes gráficas. Com efeito, Muriel Frega é formada pelas Escolas Nacional de Bellas Artes Manuel Belgrano (1991) e Nacional de Bellas Artes Prilidiano Pueyrredón (Desenho e Gravura - 1994) e com uma postgraduação pela Escuela Superior de Bellas Artes Ernesto de la Cárcova (1996). Desde 1998 trabalha como ilustradora freelance. A sua obra gráfica inclui, desenho, ilustrações de livros, gravura e ex-líbris, expondo e participando, desde 1998, em vários Concursos Internacionais de Gravura e Ex-Líbris e tendo ganho vários prémios. Mais… O trabalho em prol da divulgação do exlibrismo na Argentina tem sido particularmente feito por artistas gráficos que se interessam também por ex-líbris, designadamente Osvaldo Jalil, Eva Farji, Marcela Miranda, Marcela Purita e pela Associação XYLON ARGENTINA. Um grupo de artistas resolveu assim criar em 2000, no seio da XYLON a Gente Amiga Del Ex-Libris (GADEL) a qual, em 2002, foi admitida como membro da F.I.S.A.E.

domingo, dezembro 28

Ex-Líbris no México

O México tem um a longa tradição no campo das Artes Gráficas desde os tempos coloniais. De acordo com Felipe Teixidor, na sua obra pioneira Ex libris y bibliotecas de México, publicada em 1931, foi no século XVII que apareceram na então Nova Espanha, os primeiros superlibris atestando a pertença dos livros às ricas Bibliotecas de Ordens Religiosas. Os ex-líbris do período colonial foram feitos basicamente por artistas locais e Teixidor recenseia no seu livro para cima de 60 ex-líbris, heráldicos e alegóricos ou figurativos.
Outro autor, Mercurio Lopez Casillas no seu excelente estudo Mexican Artistic Ex Libris of the 2oth Century situa o nascimento do interesse pelos ex-líbris no México no início do século XX com o primeiro ex-líbris «moderno» feito por Julio Ruelas em 1905.
Este autor sublinha ainda o papel desempenhado pela publicação de Ex Libris de Bibliofilos Mexicanos, em 1913, a que se seguiu três anos depois um Concurso de Ex-Líbris, bem como pela citada obra de Felipe Teixidor com mais de 500 ilustrações de ex-líbris, no desenvolvimento do ex-librismo no México.
Após um longo período de decadência e inactividade, à semelhança do que aconteceu noutros países, os poucos ex-libristas que resistiram mantendo a chama acesa, conseguiram, em 2000, a convite da FISAE, levar ao Congresso de Boston três colecções de ex-líbris mexicanos. A isso seguiu-se a publicação, em 2001, do livro de Selva Hernández Lopez & Mercurio Lopez Casillas, Ex libris Mexicanos, Artistas del siglo XX pela editorial RM.
Finalmente, todo este esforço conduziu à oficialização da Associação Mexicana de Ex-Líbris (Asociación Mexicana de Ex Libris ) em 2004 e ao lançamento de um Portal na Net - - MEXLIBRIS (em Espanhol) e à organização em conjunto com a American Society of Bookplate Collectors & Designers do I Congresso Inter Americano de Ex-Líbris (First Inter American Ex Libris Congress, San Miguel 2009), em 25-28 de Fevereiro de 2009, em San Miguel de Allende, Guanajuato, México.
A Asociación Mexicana de Ex Libris está de parabéns por estas iniciativas.

segunda-feira, março 3

Ex-Libris do Marquês de Sande

Francisco de Melo e Torres, 1º Conde da Ponte, 1º Marquês de Sande (Cr. Conde da Ponte (1661) e Marquês de Sande (1662)

Gravura a buril Formato: 58 x 63 Armas: Partido: 1 - Torres; 2 - Melo. Fidalgo que participou na Revolução de 1640 que pôs termo ao domínio dos Habsburgos espanhois em Portugal, com a aclamação de Dom João, duque de Bragança, como Rei de Portugal. Durante as Guerras da Restauração comandou um terço na Batalha de Montijo (1644), tendo sido nomeado Governador da Praça de Olivença e General de Artilharia. Durante a Regência da rainha D. Luísa de Gusmão deu início a uma brilhante carreira diplomática louvada por Lord Clarendon. Enviado a Inglaterra em 1657, assinou um tratado em 1660 (nunca ratificado) que permitia a Portugal recrutar soldados em Inglaterra e a comprar cavalos e armas no Commonwealth. Após a Restauração dos Stuarts, permaneceu em Inglaterra tendo sido o primeiro Enviado estrangeiro a ser recebido pelo rei Carlos II. Foi signatário do contrato de casamento entre o rei Carlos II e a princessa D. Catarina de Bragança (1638-1705), filha do rei D. João IV, e pelo qual Portugal se obrigou a entregar Tânger e Bombaim à coroa Ingleza, assegurando a Aliança Ingleza na causa da Restauração e da nova dinastia. Em 1662, a Infanta D. Catarina partia de Lisboa acompanhada pelo Marquês de Sande numa frota sob o comando do Conde de Sandwich tendo chegado a Portsmouth a 24 de Maio aí sendo recebida pelo Duque de Iorque, irmão de Carlos II. Mais tarde na qualidade de Eviado à Corte de Luís XIV, rei de França, o Marqûes de Sande esteve envolvido nas negociações para o casamento do rei D. Afonso VI com a Grande Demoiselle. Tendo este projecto falhado devido à oposição de princesa, o Duque de Guise recomendou ap Marquês de Sande o nome da Mademoiselle de Nemours e de Aumale (1646-1683). O casamento foi celebrado em Março de 1666 em La Rochelle, tnedo o Marquês de Sande representado o rei de Portugal.

A nova Rainha embarcou numa frota Francesa sob o comando de seu tio o duque de Beaufort acompanhad pelo Embaixador Marquês de Sande tendo aportado a Lisboa em Agosto de 1666. Dois anos mais tarde, após um golpe palaciano liderado pela rainha e pelo irmão do rei, este era declarado incapaz tendo sido forçado a ceder o poder ao Infante D. Pedro seu irmão que foi nomeado Regente. Pouco tempo depois, o casamento foi anulado em virtude da rainha ter declarado que o seu casamento nunca havia sido consumado. Viria a casar com seu cunhado o futuro rei D. Pedro II..

O marquês de Sande foi assassinado em 1667 após regressar da Capela Real, em circunstãncias nunca cabalmente esclarecidas.