terça-feira, abril 15

Leveson-Gower, Marquis of Stafford





George Granville Leveson-Gower, 2nd. Marquis of Stafford, 1st Duke of Sutherland KG, PC (9 January 1758 – 19 July 1833), also Viscount Trentham and Earl Gower.

Son of Granville Leveson-Gower, 1st Marquis of Stafford (1721-1803) and his second wife Louisa Egerton, born 30 Apr 1723, (daughter of Scroop Egerton, 1st Duke of Bridgewater, and Rachel) who died 14 Mar 1761. Grandson of Sir John Leveson Gower, the 1st. Earl Gower who built the library at the family’s seat, Trentham Hall, Staffordshire.

Suc. as Marquess of Stafford in 1803, cr. Duke of Sutherland, in 1833 and Knight of the Garter, in 1806. Ambassador to Paris 1790-1792. Member of Parliament for Newcastle under Lyme 1779, 1784, and for Staffordshire 1787, 1799. Knight of the Garter 1806.

After the death of his uncle the 3rd. Duke of Bridgewater, inherited the profits of the Bridgewater Canal (http://en.wikipedia.org/wiki/Bridgewater_Canal).

Married 1823, Elizabeth Sutherland, Countess of Sutherland and Baroness of Strathnaver, born (1765-1839), only daughter of William Sutherland, 18th Earl of Sutherland and Mary Maxwell.

Arms: Gules a Cross Flory Sable (Gower); Azure three Laurel Leaves Or (Leveson). Griffiths & Weigalls sc.  3 St. James's Street, fecit.

F.12386

The University of Toronto Libraries detain several armorial bindings which belonged to the Duke of Sutherland or to his son the 2nd. Duke, George Granville Leveson-Gower, bearing super libros with different arms, namely one with the bookplate arms but with an escutcheon of pretence - Gules three mullets within a double tressure flory counterflory (Earls of Suhterland) and others with the Gower crest - a wolf passant collared and chained - within the Garter.


 
 
 

domingo, março 30

Rirchard Sealy


John Russell, IV Duke of Bedford


 

John Russell, 4th Duke and 8th Earl of Bedford (1710-1771)

 
4th son of Wriothesley Russell, 2nd Duke. He succeeded his elder brother in 1732. He m.(1) 1731 Diana (d.1735) dau of Charles Spencer, 3rd Earl of Sunderland; (2) 1737 Lady Gertrude Leveson-Gower (d.1794) dau of John Leveson-Gower, 1st Earl Gower.
App. Lord-Lieutenant of Ireland (1756) and Minister Plenipotentiary to France (1762) where he signed at Fontainebleau the preliminaries of peace between France and Spain.
 


Jacobean Armorial bookplate with supporters.
F.25700.
 
KG in 1749

Arms: Argent, a lion rampant gules on a chief sable three escallops of the first (Russell)
Crest: A goat, passant, arg. armed, or.
Motto: Che Sara Sara

segunda-feira, junho 11

John Peter Hornung


John Peter Hornung (1862- 1940), de West Grinstead Park



Foi um dos oito filhos de John Peter Hornung (1821-1886) e de su mulher Harriet, née Amstrong. Seu pai natural da Hungria emigrou para Inglaterra em meados de oitocentos tendo-se tornado um riquíssimo mercador de ferro, carvão e madeiras.

John Peter Hornung filho fundou em 1890 com um pequeno grupo de investidores uam companhia destinada a explorar as vastas plantações de cana-de-açúcar que detinham em Moçambique – a Companhia do Açucar de Moçambique. Com a expansão do negócio J. P. Hornung decidiu construir uma refinaria de açúcar em Lisboa, em Alcântara – a Refinaria Colonial, que foi inaugurada em 12 de Março de 1912 pelo rei D. Manuel II e seu tio o Duque do Porto. Em 1920, a companhia passou a designar-se Sena Sugar Estates Ltd.

Para além de ser um magnata do açucar, J. P. Hornung comprou, em 1913, a Sir Merrik Burrell, a propriedade de West Grinstead e a mansão, West Grinstead Park, e possuindo um vivo interesse pela criação e corridas de cavalos adquiriu em 1924, cavalos puros-sangue e estábulos em Woodland e Green Lodge, em Newmarket, e criou uma coudelaria para criação de cavalos de corrida em Park Farm. A coudelaria foi dirigida por ele e por seus filhos o Coronel Charles Bernard Raphael Hornung, de Ivory's Farm, West Grinstead, e o Capitão George Hornung, de West Grinstead Lodge.

John Peter Hornung possuiu um ex-líbris heraldic, com armas provavelmente de origem germânica, com timbre e motto: - Fac et Spera. (NIF)

Fontes:

‘West Grinstead: Manors and other estates', A History of the County of Sussex: Volume 6 Part 2: Bramber Rape (North-Western Part) including Horsham (1986), pp. 89-94. URL: http://www.british-history.ac.uk/report.aspx?compid=18330 (Date accessed: 11 June 2012).

Records of the West Grinstead Stud Add Mss 41,180 - 41,211  1924-1984
Bertha Mary Collin. J. P. Hornung, a family portrait. A Memoir : Orpington Press Ltd (1971)



Família Medlicott – Cabo Ruivo


 
Hoje revelamos um ex-líbris Britânico relacionado com Portugal e que reputamos inédito na bibliografia da especialidade.

O primeiro membro da família Medlicott, de origem Irlandesa, que se estabeleceu em Portugal, terá sido Edward Medlicott, que nasceu em Dublin em 14.02.1793 e, faleceu em Lisboa, em 14 de Março de 1874, filho de James Edward Medlicott, de Dunmurry, condado de Antrim, e de Miss Frances Brown Medlicott, que nasceu em 30.09.1805 e faleceu em Lisboa, em Abril de 1872. Ambos estão sepultados no Cemitério Britânico, em Lisboa.

Edward Medlicott pai veio para Lisboa em 1814 onde fundou uma firma comercial de exportação de vinhos, possuindo uma quinta em Cabo Ruivo, na freguesia dos Olivais, conhecida como a quinta Medlicott. Em In 1836 há notícia da existência de uma agência de navegação, denominada Messrs Finnie Medlicott & Co. Em 1859, Edward Medlicott, provavelmente o pai, era também dado como Administrador e sócio de uma Companhia de navegação denominada - The Union Mercantile Steam Navigation Company Lisbon Limited.

Em anúncio publicado no «The Economist», Londres, 26 de Março de 1859, informava-se: “This Company was formed in the early part of 1858 for the purpose of trading between Lisbon and Portuguese settlements on the West Coast of Africa and between Lisbon and the Azores and Lisbon and Algarve. The Directors consist of English and Portuguese merchants who have been long established in Lisbon and they together with their own personal friends are the principal holders of the stock of the Company. The floating stock at present consists of the following screw steamers built in England:- The Africa and Dom Pedro each of 1,000 tons register, and the Donna Estephania of 850 tons, employed in the African service; the Açoriano of 600 tons register, in the trade between Lisbon and the Azores; and the Tejo of 165 tons register, on the short service to Algarve. The Government of Portugal has granted to the Company various exclusive privileges as well as a bonus at starting together with annual subventions for the conveyance of the mails.”

Seu filho homónimo Edward Medlicott, que casou em Buenos Aires, em 1868,com Mary Waterson Smith, de origem Irlandesa, continuou os negócios do pai criando também uma firma, em 1868 - Messrs. Medlicott and Co. Lisbon, cujas acções eram maioritariamente detidas por membros da família.

Os filhos de Edward Medlicott terão abandonado Portugal em 1888, tendo ido viver para os EUA.

O ex-líbris com as armas Medlicott (Quarterly, per fesse indented gules and azure, 3 lions, rampant, argent) com virol e timbre e o motto - "Dat cura quietem", tem apenas inscrito o nome da família – Medlicott, pelo que poderá ter sido usado por membros da família, designadamente, por Edward Medlicott, pai e filho.

No entanto, no exemplar que possuímos, foram aditados à mão, o nome William por cima do apelido gravado e, a palavra Cabo Ruivo em baixo, referindo-se à localização da quinta.

Tratar-se-á decerto, de William Medlicott, provavelmente filho do primeiro Edward Medlicott, e que terá falecido em 1896.

Fontes:

Sundry Occurrences of the Name of Medlicott, Henry Edmondstone Medlicott: Record of Medlicott history up to 1938

The Illustrated London News, May 9, 1868

Advert at «The Economist», Vol XVII, London, 1860, March, 26, 1859

Find a Grave website

French - Duff


Dominick Alexis FRENCH (c. 1750+ 01.04.1828)
NIF

De origem Irlandesa e membro da British Factory de Lisboa, casado com Eugénia Fitzgibbon (f. Lisboa 16.01.1787).
Sua filha Maria Barbara French (c. 1780 - f. 1825) casou com James Charles Duff (n. circa 1780), negociante Inglês igualmente membro da Feitoria Britânica de Lisboa e que também usou um ex-líbris heráldico. Com vasta descendência em Portugal.

Usou um serviço de loiça da Companhia da Índias com as mesmas armas.

Seu genro:



James Charles Duff (n. circa 1780) c. com  Maria Barbara French (c. 1780 - f. 1825), negociante Inglês igualmente membro da Feitoria Britânica de Lisboa 

Bibliografia:
Walford, A. R., The British Factory in Lisbon & its closing stages ensuing upon the treaty of 1810, Lisboa, Tip. Colonial, 1940

sábado, junho 9

António Padula


Lusófilo e escritor, natural deNápoles, onde fundou a «Sociedade Luís de Camões».
Autor de vasta obra sobre literatura portuguesa quer como autor, quer como tradutor, foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, da Sociedade de Geografia e do Instituto de Coimbra.
Foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Por ocasião dos Centenários da Descoberta da Índia e do Nascimento de Almeida Garrett, (publicou os opúsculos - Il 20 maggio 1498 e Il Centenario di Almeida Garrett) foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem de Cristo e, pela sua obra sobre a literatura portuguesa recebeu também o grau de Comendador da Ordem de Santiago da Espada.
Era igualmente cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e da Ordem Teutónica.

Obras:

Il General Antonio Oscar de Fragoso Carmona, Presidente della Republica Portighese : studio storico-politico. Napoli : Società Luigi Camoens, 1931.

Un portoghese grande amico dell'Italia, Antonio de Faria : saggio bio-bibliografico. Napoli : La Società Luigi Camoens, 1930

João de Deus : il grande poeta lirico portoghese : pel centenario della sua nascita 1830-1930. Napoli : [s.n.], 1929.

Camoens e Teofilo Braga — (Estratto delia *Rassegna Italiana»), (Napoli — l908).

Camoens Petrarchista : Studio : Con appendice di sonetti del poeta nella traduzione inedita di Tammaso Cannizzaro. Napoli : Società Luigi Camoens, 1904.

Les ordres chevaleresques du royaume de Portugal ; [trad. de] Paul Pellot. Reims : Imprimerie Coopérative, 1908



Camoens e I Nuovi Poeti Portoghesi,Napoli, 1896; trad portuguesa, de A. Ferreira de Faria. Camões e os novos poetas portuguezes: conferencia feita a 30 de maio de 1896 no III sarau Litterario-musical, dado pelos Intellectuaes na salla Ricordi de Napoles, Typ.a d'A Folha, 1899

Usou um ex-líbris heráldico com o escudo sobreposto sobre a Cruz da Ordem de Cristo. Envolvendo o escudo, o colar da ordem de S. Tiago do merito scientifico, litterario e artistico e, tendo pendente do mesmo a insígnia da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Fontes: Jacopo Gelli, 3500 Ex Libris Italiani, 1ª ed. Milano, Ulrico Hoepli, 1908, p. 291

Sir Rutherford Alcock's Bookplate (Reviewed)



Sir Rutherford Alcock, K.C.B., D.C.L.,F.R.G.S. (1809-1897) After the death fo King John VI, in 1826, Portugal was ravaged by a Civil War between (1828-1834) opposing the proclaimed King, Dom Miguel I and the Liberals, led by Dom Pedro, duke fo Braganza, former Emperor of Brazil and for a short while King of Portugal. Dom Pedro gave a Constitutional Chart to the nation and abdicated the crown on his daughter D. Maria II, backed by Great Britain with the condition that she should marry his younger brother D. Miguel then exiled in Vienna. The prince at first complied and swore the new Constitution, but soon after with the support of the conservative forces called the ancient Cortes and was proclaimed King. The Liberals were prosecuted, emprisoned, some executed and others fled into exile, mainly to England.
Engraving by Daumier, 1833 (BNL) When the Liberal forces disembarked in the North of Portugal taking the city of Oporto they were assisted by a Battalion composed of British Volunteers, under the comand of Lieut.-Colonel G. Lloyd Hodges ((1792-1862) and whose action was so important for the outcome of the war in 1834.
Among those Britons, was the young Doctor Rutherford Alcock, a Brigade Surgeon, who served throughout the civil war with bravery and distinction assisting the wounded and curing the sick amongst many difficulties.
After the end of the Civil War, Doctor R. Alcock was made a Knight of the Order of the Tower and Sword (founded in 1808 and reformed in 1832 by Dom Pedro, duke of Braganza) by Royal Decree of Queen D. Maria II, of May, 30th, 1835. The decree mentions Doctor Alcock's relevant services assisting the wounded under fire and the 6 wounds received during the battle of Lordelo, on July 25th, 1833 (*).
Other British Officers like Col. G. Lloyd Hodges KC TS (who later resigned and returned the order), Major Charles Shaw, Major Staunton (later killed in action) and Lieut. Mitchell, had received the Order of the Tower and Sword during the Civil War.
After the end of the war in Portugal, Doctor Alcock joined as a Surgeon the Naval Brigade who fought in Spain (1836) during the Carlist War.
Leaving the medical profession he was appointed British Consul at Fuchow and later in Shangai, in China and in 1858, he was appointed consul-general in the empire of Japan, and one year later was promoted to be Minister Plenipotentiary.
In 1865 he was appointed Minister to Pekin till he retired in 1871. He was also President of the Royal Geographical Society (1876-1878). His activity as Envoy to Japan has been masterly discussed by Ambassador Sir Hugh Cortazzi, Sir Rutherford Alcock, the first British minister to Japan 1859-1864: a reassessment, «Transactions of the Asiatic Society of Japan»(4th series) 8, 1994, pp. 1-42.
Keen of oriental art, specially Chinese and Japanese, Sir Rutherford Alcock wrote Art and Art Industries in Japan, London, Virtue & Co, 1878 and Notes on the Medical History of the British Legion of Spain (1838), Elements of Japanese Grammar (1861); The Capital of the Tycoon (1863) and Familiar Dialogues in Japanese (1863). Portrait at http://nla.gov.au/nla.pic-an22410574

The bookplate bears the insignia of the Orders of Bath, Isabel, a Católica (Spain) and the Tower and of the Sword (Portugal) and it must have been made (or altered) after 1860, date in which he was made a CB.
This bookplate is particularly interesting since there are few British members of Portuguese Orders, namely the order of the Tower and Sword (f. 1808 and reformed 1832) who proudly bore the order's insignia in their armorial bearings.
Apparently, Doctor Alcock used another bookplate with the same arms but with his initials.
Doctor Alcock's presence in Portugal at Oporto explains the presence of his bookplate in Portuguese collections. See, G. Lloyd Hodges, Narrative of the Expedtition to Portugal in 1832, Under the Orders of His Imperial Majesty Dom Pedro, Duke fo Braganza, 2 vols., London, James Fraser, 1833; Col. Hugh Owen, The Civil War in Portugal: And the Siege of Oporto, London, E. Moxon, 1836); Charles Shaw, Personal Memoirs and Correspondence of Colonel Charles Shaw: Comprising a ... , 2 vols., London, H. Colburn, 1837; Thomas Knight, The British Battalion at Oporto: With Adventures, Anecdotes, and Exploits in ..., London, 1834. See also, an interesting article by Anna Jackson on the The Victorian Vision of China and Japan where Sir Rutherford Alcock’s oriental collection contribute to the the London International Exhibition of 1862 is discussed. Biography http://en.wikipedia.org/wiki/Rutherford_Alcock; and for the military carrer see, Prof. Kaufman's: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=15682225&dopt=Abstract Further reading: MICHIE, Alexander., THE ENGLISHMAN IN CHINA DURING THE VICTORIAN ERA: As As Illustrated in the Career of Sir Rutherford Alcock, K.C.B D.C.L. Many Years Consul & Minister in China & Japan, London 1900, and at http://88.1911encyclopedia.org/A/AL/ALCOCK_SIR_RUTHERFORD.htm (*) Special thanks are due to my dear friend Paulo Estrela, a keen researcher and author on Phaleristics, for letting me know the documents referring the award of the Order of the Tower and Sword to Doctor Rutherford Alcock. Posted November 6th, 2006 Text reviewed July 2008

sexta-feira, junho 8

Robert Page (1775-1829), K TS



Robert Page (1775-1829), K TS

Filho do Reverendo Reverend Charles Page, de Northleach, Gloucestershire.
Negociante de vinhos estabelecido na Ilha da Madeira pouco tempo após ter casado em Inglaterra, em 1803, com Elizabeth Phelps (1784- 1863), filha primogénita de William Phelps (1749-1831) e de sua mulher Elisabeth Peyton (1757-1829), oriundos de Dursley, Gloucestershire, que se fixou na Madeira em 1774, dedicando-se á exportação de Vinho da Madeira.
Era cunhado de Joseph Phelps outro negociante de Vinhos da Madeira, um dos poucos Ingleses que se deu ao trabalho de aprender português e grande benemérito designadamente, fundando o Asilo da Mendicidade e muito auxiliado a Santa Casa da Misericórdia do Funchal.
Com seu cunhado formou a firma Phelps, Page & Co, que se dedicava à produção e exportação de vinho e à importação de bens de Inglaterra, muito apreciados na Madeira.
Igualmente grande benemérito, terá comprado parte da quinta do Belo Monte que havia pertencido a Charles Murray, que foi cônsul de Inglaterra na Madeira em 1787.
Em 1817 seria agraciado pelo Rei D. João VI, com o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, pelos bons serviços prestados aquando da estadia da Princesa Real D. Carlina Josefa Leopoldina na Ilha. Em 1825 seria promovido a Comendador, de acordo com documento citado por Cláudia Gouveia.

Usou dois ex-líbris heráldicos, o segundo dos quais reproduzimos: escudo partido – I – Page; II – Phelps. Circundado por uma liga coma com a legenda da ordem da Torre e Espada «Valor e Lealdade» e, da qual pende a insígnia da Ordem da Torre e Espada. Por este facto terá sido executado após 1817.
F 22549
Fontes:
Cláudia Faria Gouveia, PHELPS – Percursos de uma Família Britânica na Madeira de Oitocentos. Funchal, Empresa Municipal do Funchal, 2007
Paulo Estrela. Ordens e Condecorações Portuguesas (1801-1826), Lisboa, Tribuna da História, 2009
José Vicente de Bragança. El-Rei D. João VI e a Ordem da Torre e Espada (1808-1826), Lisboa, Ed do Autor, 2011

quinta-feira, junho 7

Edwar da Silva e F. W. Cosens


Edward da Silva

Era filho de John da Silva e neto de Bruno da Silva (fal. em 1850). Seu avô, casado com uma Inglesa, estabeleceu-se em Londres com uma firma de importação de Vinho do Porto em finais do século XVIII, pondo fim ao monopólio até então praticamente deitdo por mercadores Ingleses.

Com seu pai, John da Silva, continou o negócio fundado pelo avô, tendo em 1862 formado uma sociedade, com um grande negociante de vinhos e importado de Sherry, Frederick William Cosens, adoptando a denominação - Silva & Cosens, a qual sob a sua direcção muito prosperou. Esta firma esteve na origem da firma DOW Port Wine Co., hoje integrada no grupo da família Symington.

Usou um ex-líbris heráldico cujas armas se desconhecem (NIF).


Frederick William Cosens (1819-1889), of The Shelleys, Lewes.

Foi um próspero mercador e negociante de vinhos e bibliófilo com um interesse especial pela literatura espanhola e pela obra de Charles Dickens. Com várias obras publicadas e traduções de literatura espanhola para Inglês, foi igualmente um ávido coleccionador de pintura e de gravuras Italianas e Espanholas. A sua extensa biblioteca foi vendida em leilão pela firma Sotheby’s em 1890.
Fundou uma firma, que alcançou grande renome, de importação de Sherry de Espanha para Glasgow tendo-se tornado sócio de John da Silva, um luso-britâncio, numa firma de importação de Vinho do Porto, que adoptou o nome de Silva & Cosens e que esteve na origem da famosa casa Dow Port Wine Co., ainda em actividade.

Usou um ex-líbris heráldico que nunca vimos referido na bibilografia portuguesa e que não está na coleccção Frank's: um timbre envolto num cinto coma legenda Sub Robore Virtus, do qual pende a insígnia de Comendador al mérito da Ordem de Carlos III, de Espanha.
Ignoramos se Frederick Cosens alhuma vez viveu ou visitou Portugal, mas sendo sócio de uma firma de exportação-importação de Vinho do Porto, podemos bem considerar o seu ex-líbris como sendo relacionado com Portugal.
Fontes:

segunda-feira, maio 28

General Lord George Henry Lennox


General Lord George Henry Lennox (1737 – 1805)



Era filho do General Charles Lennox (1701-1750), 2º duque de Richmond, de Lennox e d'Aubigny, conde de March - famoso pelo seu apoio ao Cricket - e de Lady Sarah Cadogan, filha do General William Cadogan, 1º conde de Cadogan. Lord George Lennox era bisneto do rei Carlos II, por varonia. Apesar da sua ilustre varonia Stuart, o general Charles Lennox não teve dúvidas em apoiar a dinastia de Hnnover tendo servido sob as ordens do Duque de Cumberland, contra o levantamento Jacobita em 1745, chefiado por Bonnie Prince Charlie, desigandamente na Batalha de Culloden em 1746.

Lord George Lennox casou em 1759 com Lady Louisa Kerr, filha de Sir William Henry Kerr, 4º marquês de Lothian – ajudante-de-campo do citado duque de Cumberland na batalha de Culloden - e de Lady Caroline Darcy.
Seu filho Charles Lennox (1764-1819) acabaria por suceder, em 1806, no título e na Casa, como 4º duque de Richmond, devido à morte sem geração de seu tio paterno o 3º duque de Richmond.

Tendo casado com uma filha do 4º duque de Gordon, chefe do poderoso clan Gordon apoiantes dos Stuarts, seu filho Charles Lennox acabaria por herdar a fortuna dos Gordon, após a morte sem geração de seu tio materno George Gordon, 5º duque de Gordon.

George Lennox foi Coronel do 33rd Regiment of Foot até 1762, tendo combatido na guerra dos Sete Anos, na Alemanha e em França, participando nas batalhas Minden e Campen.

Posterioremente foi nomeado Coronel do King's Own Scottish Borderers.

Lord George Lennox usou um ex-líbris com as armas de Lennox partido de Kerr, seguindo uma tradição heráldica em uso na Inglaterra.

F 18146

Museu de Guttenberg - Colecção de Ex-Líbris

Jost Amman (1539–1591)
(from Meggs, Philip B. A History of Graphic Design. John Wiley & Sons, Inc. 1998. (p 64))

O Museu de Gutenberg foi fundado em 1900, meio século após o nascimento de Gutenberg, por iniciativa de um grupo de cidadãos de Mainz que pretenderam assim homenagear o inventor da imprensa. Gutenberg inventou e aperfeiçoou os tipos móveis – já utilizados pelos Chineses – mas desta feita fundidos em metal, o que permitia a sua reutilização, bem como a prensa, que estiveram na base da tipografia.
Tratou-se de uma revolução tecnológica que veio a permitir a difusão do conhecimento em larga escala e que contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento da cultura e ciência na Europa. Mais cf. Pedro João Gaspar. O Milénio de Gutenberg : do desenvolvimento da Imprensa à popularização da Ciência.
Começando por ser um repositório das artes do livro e da tipografia, incluindo a escrita e as técnicas de impressão de várias culturas, o Museu acabou por alargar o seu âmbito incluindo secções dedicadas às artes do livro, ex-líbris, artes gráficas, prelos, posters, papel e outras.
Os ex-líbris – que nasceram e se desenvolveram graças à invenção da imprensa – não podiam deixar de estar presentes neste Museu que possui é uma das melhores que se podem encontrar em instituições públicas. Isto, a par das do British Museum, da Bayerische Staatsbibliothek (Munique), do Germanisches Nationalmuseum (Nuremberga), da Österreichische Nationalbibliothek (Viena) e, para os ex-líbris contemporâneos a do Frederikshavn Kunstmuseum (Dinamarca).