Segunda-feira, Outubro 10

Os ex-líbris da família Bulwer-Lytton



Sir William Earle Lytton Bulwer, (1799-1877), de Heydon Hall, Norwich


Embaixador no Império Otomano. Filho do General William Earl Bulwer (1757 – 1807), de Heydon Hall, Norfolk, Colorel do 108º Regimento, conhecido pelo nome de Norfolk Rangers, e de Elizabeth Barbara Warburton-Lytton (1798 – 1843), filah de Richard Warburton-Lytton (1745-1843), de Knebworth House, no condado de  Hertfordshire.

Casou com  Emily Gascoyne, filha do General Gascoyne.

F. 4330

Usou outro ex-líbris heráldico (F. 4329), num escudo esquartelado: 1. Bulwer; 2. Earle; 3. Wiggett; 4. Lytton, (J. Warwick, 145 Strand).

Teve dois irmãos igaulmente famosos: 

(William) Henry Lytton Earle Bulwer, 1º Barão Dalling e Bulwer, GCB, PC (1801–1872) um político Liberal Britânico, diplomata e escritor.
Protegido de Lord Palmerston foi sucessivamente nomeado como adido em Berlim (1827), Viena (1829), na Haia (1830) e em Paris (1832-33). Eleito Membro do Parlamento por Wilton 1830, Coventry 1831-35 e Marylebone 1835-37. De volta ao serviço diplomático foi nomeado encarregado de negócios em Bruxelas em 1835-37, Secretário de Embaixada em Istambul 1837-38, Secretário de Embaixada em Paris  em 1839-43, Ministro-Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Madrid, 1843-48, em Washington, 1849-52 e, em Florença em 1852-55.
Finalmenta em 1858 foi nomeado Embaixador Extraordinário em Istambul cargo que exerceu até 1865. Casou com a Hon. Georgiana Charlotte Mary Wellesley filha do 1º barão Cowley e sobrinha de Sir Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington.
Veja-se F. 4333 ex-líbris heráldico anónimo.

E, o mais novo, Lord Edward George Earle Bulwer-Lytton (1803-1873), novelista, poeta, autor de peças de teatro e político, 1º baraão Lytton of Knebworth.

O filho deste último também usou ex-líbris:

Lord Edward Robert Bulwer Lytton (1831-1891) 2º Barão Lytton, 1º. conde de Lytton
cr. Visconde Knebworth, of Knebworth (1873), no condado de Hertford, e 1º conde de Lytton (1880), no condado de Derby.



Filho de Lord Edward George Earle Bulwer-Lytton (1803-1873), aciam citado e de Rosina Doyle Wheeler (1802 – 1882), filha de Francis Massy Wheeler e de Ms Doyle. Conhecido como Edward Lytton Bulwer até 1837, data em que recebeu o título de cavaleiro, foi considerado como um dos melhores escritores do seu tempo.

Lord Robert Lytton casou com Edith Villiers (1841-1936), filha de Edward Villiers e de Elizabeth Liddell, Lady-in-Waiting das Rainhas Vitória e Alexandra e sorbinha de Lord Clarendon.

Em 1886 Lord Lytton foi Secretário da Legação Britâncica em Lisboa onde regressou em 1874 como Ministro Plenipotenciário. De 1876 a 1880 foi Vice-Rei e Governador-Geral da Índia nomeado por Disraeli e em 1887 foi nomeado Embaixador em França, cargo que exerceu  até á sua morte em 1891.
F. 19016

Agradecemos ao Senhor Anthony Pincott, da Bookplate Society por me fornecer a imagem deste ex-líbris, conhecido em colecções portuguesas dada a sua ligação a Portugal.
Bibliografai: E. Neill Raymond, Victorian Viceroy: The Life of Robert, the First Earl of Lytton, Regency Press, 1980; Aurelia Brooks Harlan, Owen Meredith: A Critical Biography of Robert, First Earl of Lytton, Columbia University press, 1946; Edward Robert Bulwer Lytton Lytton, The Poetical Works of Owen Meredith (Robert, Lord Lytton), T. Y. Crowell, 1884

Sexta-feira, Outubro 7

Hynde Cotton




Sir John Hynde Cotton, Bart.

F 6996
Armas: Cotton
William Stephens sculp. (cf., John Blatchy, William Stephens - a prolific Cambridge engraver, in «The Bookplate Journal,» New Series, Vol. 3, nº 1, March 2005, the Bookplate Society).

Segundo o Catálogo da Colecção Fanks trata-se provavelmente do ex-líbris de Sir John Hynde Cotton, de Madingley Hall, 4ºh Bart (f.1795), eleito duas vezes Membro do Parlamento pelo condado de Cambridge.

Filho de Sir John Hynde Cotton, de Madingley Hall, 3º Bart. (n. 1686 - f. 1752), Membro do Parlamentoa pela cidade e condado de Cambridge, e de sua 1ª mulher Lettice Crowley (d 08.1718), filha de Sir Ambrose Crowley, de Greenwich, Sheriff de Londres.

Sir John casou com Anne Parsons (f. 1769), filha de Humphrey Parson, de Reigate, Lord Mayor de Londres e de Sarah, 3ª filha de Sir Ambrose Crowley.

O seu filho Almirante Sir Charles Cotton, 5º Bart, participou na Guerra Peninsular, em 1808, como comandante do HMS Hibernia, chefiando uma esquadra que apoiou Lord Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, na expulsão dos Franceses de Portugal. Tendo protestado contra os termos da chamada Convenção de Sintra que permitiu a retirada do General Junot e das suas tropas com o produto do saque, teve ainda papel de relevo na obtenção da rendição da esquadra Russa, surta no Tejo.


A mansão - Madlingley Hall, foi alugada à Rainha Vitória em 1860's como residência para o Príncipe de Gales enqunato estudava em Cambridge. Foi depois vendida pela família Cotton pertence desde 1948 à Universidade de Cambridge (cf., http://www.cont-ed.cam.ac.uk/hall/)

Fontes: Church of Landwade the burial place of the Cotton family (in Charles Harold Evelyn White, The East Anglian: Or, Notes and Queries on Subjects Connected with the Counties of Suffolk, Cambridge, Essex and Norfolk, S. Tymms, 1864
Catalogue of British & American Book-plates (ex Libris) Collected by the Late Sir Augustus Wollaston Franks..., vol. 1, Ellis, 1906

Joseph Neeld


Joseph Neeld (1784-1856)

Filho de Joseph Neeld (1754-1828), solicitador, e de Mary Bond (1765-1857), filha de John Bond e de Susannah Rundle.

Herdeiro do seu tio-avô Philip Rundell, famoso joalheiro e uma das maiores fortunas de Inglaterra, fundador da famosa firma londrina Rundell & Bridge, ourives e joalheiros da Coroa desde 1797.

Casou com Lady Caroline Ashley Cooper, filha primogénita do 6º conde de Shaftesbury e irmã do 7º conde, tendo-se porém separado, s.g. Deixou uma filha ilegítima Ana Maria.

Comprou a propriedade Manor of Grittleton - uma mansão do século XVII- cerca de de Chippenham, no condado de Wiltshire, na qual fez grandes obras que a transformaram na que veio a ser conhecida como Grittleton House, que actualmente é um Colégio.

Membro do Parlamento por Chippenham (1830-1856), foi um botânico amador de mérito e filantropo, possuindo uma boa biblioteca e uma colecção de arte.

Referido na bibliografia como sendo um ex-líbris relacionado com Portugal e, que se encontra nalgumas colecções portuguesas, não encontrámos porém qualquer prova dessa ligação.

Fontes: Engraved ex libris of Joseph Neeld on front pastedown see, in SCULTORI, Adamo. Michael Angelus Bonarotus pinxit. Adam Sculptor incidit. Rome, 1540 / 1550;

http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3672/is_199507/ai_n8726917/pg_15

The Neeld Saga, from notes compiled by George W. Ingrams.


Quarta-feira, Outubro 5

Richard Henry Major


Hoje publicamos mais uma notícia sobre um ex-líbris Britânico relacionado com Portugal – o do eminente lusófilo Richard Henry Major.

Richard Henry Major (1818 – 1891) foi um Geógrafo, tendo exercido os cargos de Conservador da colecção de Mapas do Museu Britânico e de Secretário da prestigiada Hakluyt Society. Em 1845 foi eleito Membro da Royal Geographical Society, da qual foi secretário (1866-1881) e vice-presidente (1881-84) e, em 1854, Membro da Society of Antiquaries (Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent).
Interessou-se particularmente sobre o descobrimento da Austrália, sobre o qual publicou três livros, designadamente The Discovery of Australia By The Portuguese In 1601 five years before the earliest discovery hitherto recorded … London, Printed by J.B. Nichols, 1861 (Sobre a descoberta da Austrália cf. Des Cowley, European Voyages of Discovery, in «The La Troube Journal», # 41, Autumn 1988, State Library of Victoria).
A obra dedicada à Academia Real das Ciências de Lisboa foi por esta mandada traduzir pelo sócio efectivo D. José de Lacerda e publicada sob o título «O Descobrimento da Australia pelos portuguezes em 1601: cinco annos antes do primeiro descobrimento até entáo mencionado», de Richard Henry Major, tradução de D. José de Lacerda, Typographia da Academia, 1863.
Posteriormente, dedicou um estudo ao Infante D. Henrique publicado em 1868, The Life of Prince Henry of Portugal, Surnamed the Navigator, and its Results, com uma 2ª ed. em 1877 (há várias reimpressões recentes, vg. a editada por Thomas Nelson, 1967, e a de Kessinger Publishing, LLC, January 29, 2010).

O seu estudo pioneiro sobre a primazia portuguesa da descoberta da Austrália valeu-lhe ser agraciado por el-Rei D. Pedro V com o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, em 30 de Julho de 1861 (Decreto de 30 de Julho de 1861, publicado no D.L. # 196).
O favorável acolhimento do seu livro sobre o Infante D. Henrique levou el-Rei D. Luís I a promovê-lo ao grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, em Fevereiro de 1868, sob proposta do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, «fundada nas qualidades do agraciado e no seu reconhecido merecimento literário» (Decreto de 18 de Fevereiro de 1868, publicado no D.L. # 164).
E, de novo em 1875, D. Luís I agraciou-o com o grau de comendador da Ordem de Santiago, do Mérito Scientífico, Litterário e Artístico, a primeira das antigas ordens militares a ser reformada sob a monarquia constitucional em 1862, e que se destinava a recompensar “o assignalado merecimento pessoal e relevantes serviços prestados ás sciencias, ás lettras e ás boas artes, tanto em ensino público, como em obras escriptas e obras artísticas” (Decreto de 8 de Abril de 1875, publicado no D.G. # 79. Agradeço a Paulo Estrela - secretário da Academia Falerística de Portugal, a indicação destas fontes).

Henry Major receberia ainda em 1873, o grau de Comendador da Ordem da Rosa, conferido pelo Imperador Dom Pedro II e, no ano seguinte, o grau de comendador da Ordem da Coroa de Itália, conferida pelo Rei Victor Emanuel II pelo seu trabalho sobre Voyages of the Venetian Brothers N. and A. Zeno (cf. Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent)..

Henry Major usou um ex-líbris armoriado, de interesse acrescido por ostentar o Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, certamente feito em data posterior a 1861, em que foi agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem (Inventariado sob o # 19539, Franks bequest , catalogue of British and American book plates bequested to the Trustees of the British Museum by Sir Augustus Wollaston Franks, by E.R.J. Gambier Howe, Vol. 2, 1903).

Terça-feira, Julho 28

Ex-Líbris Heráldicos Alemães

O Dr. Bernhard Peter, de Koblenz, dedica várias páginas do seu Portal «Heraldische Exlibris», aos Ex-Líbris Heráldicos alemães.
Entre os artistas tratados incluem-se:
Franz Ignaz Heinrich Hefner (1756-1846) Christian Bühler (1825-1898) Adolf M. Hildebrandt (1844-1918) (ver…) Alexander von Dachenhausen (1848-1916) Clemens Kissel (1849-1911) Ernst Krahl (1858-1926) (ver…) Otto Hupp (1859-1949) (ver…) Paul Voigt (1859-1924) Lorenz M. Rheude (1863-1939) (ver…) Jean Kauffmann (1866-1924) Carl Roschet (1868-1925) Georg Otto (1868-1939) Oskar Roick (1870-1926) Alexander Liebmann (1871-1938) Emil Gerster (6.8.1876 - 22.6.1937) Com excelentes reproduções e anotações (em alemão).

Terça-feira, Julho 21

Don Antonio Cánovas del Castillo

Antonio Cánovas del Castillo (1828-1897), Cav. Tosão d’Ouro, GC Ordem Piana
Presidente do Conselho de Ministros, chefe do Partido Conservador, Académico da Academia de História, historiador, jornalista, bibliófilo e eminente político espanhol do século XIX.
Casou duas vezes, a 1ª em Outubro de 1860 com María de la Concepción (Conchita) Espinosa de los Monteros y Rodrigo de Villamayor, (1840 – 1865), filha do Tenente-Coronel Jacobo María Espinosa de los Monteros, 4º Barão del Solar de Espinosa e de María de la Concepción Rodrigo de Villamayor y Fernández de Luz; a 2ª, em 1887, com Joaquina de Osma y Zavala (Lima, c 1855 – 1908), 1ª duquesa de Cánovas Del Castillo, Grande de España (4.9.1897), filha de Joaquín José de Osma y Ramírez de Arellano, ministro Plenipotenciário da República do Perú em Londres, Washington e Madrid, e de Ana de Zavala y la Puente, 3ª marquesa de la Puente y Sotomayor, 1ª marquesa de la Puente, Grande de España (http://www.grandesp.org.uk/resources/pictarmas/c/p_canovascastillo.htm)
Canovas del Castillo constitui uma biblioteca de mais de 35.000 volumes e manuscritos que se dispersou após a sua trágica morte em 1897, assassinado em Biscaia. Parte da biblioteca porém foi adquirida por outro grande bibliófilo José Lázaro Galdiano que fielmente não só manteve as marcas de posse nos livros adquiridos, como mandou apor o superlibros de Canovas del Castillo nas lombadas dos livros que resolveu mandar reencadernar devido ao seu estado deteriorado (cf. Juan Antonio Yeves Andrés, cánovas y lázaro: dos bibliófilos de fin de siglo: madrid, fundación lázaro galdiano, 1999).
Em 1875, o rei Alfonso XII fê-lo Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.
Usou o ex-líbris heráldico que se reproduz com as armas envoltas no colar da Ordem do Tosão de Ouro e, um outro, desenhado por Eulogio Varela, gravado pela Casa Stern, feito cerca de 1880, de acordo com notícia de Benoit Junod. No ex-líbris ostenta armas assumidas, a saber: «Escudo partido: 1: en campo de azur una faja de oro acompañada en jefe de tres estrellas con ocho rayas de plata, y bordura de de oro dimidiada (Cánovas); 2: en campo de oro una torre de plata abierta de sable, y bastón de sable moviente en banda desde la puerte hasta en flanco siniestro, y bordura de gules cargada de ocho besantes de oro (del Castillo)» (ver http://www.grandesp.org.uk/resources/pictarmas/c/p_canovascastillo.htm

Segunda-feira, Julho 20

Samuel Hollyer Jr.

Samuel Hollyer Jr. (1826-1919)
Samuel Hollyer Jr. (1826-1919), filho de Samuel Hollyer (1797-1883), gravador e editor, nasceu em Londres onde aprendeu e se exercitou na arte da gravura a buril, com os irmãos Edward and William Finden. Em 1851 visitou os Estados Unidos onde trabalhou como ilustrador para editores até 1860, data em que regressou a Inglaterra. Em 1866, porém, decidiu emigrar para os EUA com os seus irmãos tendo-se fixado em Guttenberg, no Estado de Nova Jérsia e abrindo um estúdio em Nova Iorque. Nas suas criações como ilustrador de livros ou para coleccionadores de gravuras, utilizava várias técnicas de gravura em metal como a gravura a buril, a ponta seca, à maneira negra ou mezzotint e a água-forte. Tornou-se famoso pela sua mestria no retrato de personagens famosos, nas paisagens e também como artista criador de ex-líbris. Mais: cf. Peter Walker’s The Hollyer Family

Domingo, Julho 12

1º Marquês de Wellesley

Richard Colley Wellesley, KG PC (1760 – 1842), 2º conde Mornington, 1º marquês de Wellesley
Richard Wellesley era o filho primogénito de Garret Wesley, 1º conde de Mornington (1735-1781) e de sua mulher Anne Hill-Trevor, filha mais velha do banqueiro Arthur Hill-Trevor, 1º Lord Dungannon. Teve como irmãos o Hon. William Wellesley-Pole, 1º Barão de Maryborough (1763–1845), Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington, Príncipe de Waterloo (Países-Baixos), Duque de Vitória, Marquês de Torres Vedras e Conde do Vimeiro (em Portugal) (1769-1852) e de Henry Wellesley, 1º barão de Cowley (1773 – 1847). Sendo fiel apoiante de William Pitt, the Younger, foi por este nomeado Lord of the Treasury, em 1784, e mais tarde, em 1797, Governador-Geral da Índia. Sob a sua administração, o poder Britânico sobre a Índia expandiu-se enormemente com a derrota militar dos Franceses e dos seus aliados, nomeadamente o Nizam de Hyderabad e o bravo Sultão Tippoo, e a subsequente submissão dos Maratha e dos restantes príncipes ao domínio Britânico. Ficaram assim lançadas as bases do domínio Imperial Britâncio sobre a Índia. Em 1783, com a fundação da Ilustríssima Ordem de São Patrício, o rei Jorge III nomeou Lord Mornington cavaleiro da Ordem e, em 1799, concedeu-lhe o título de Marquês de Wellesley (no pariato da Irlanda). Em 1809, durante a Guerra Peninsular, Lord Wellesley foi nomeado embaixador junto da Junta de Cádiz, Espanha e em Dezembro, a seguir à demissão de George Canning, que conduziu à queda do ministério do Duque de Portland, ascendeu a Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, no ministério de Spencer Perceval, cargo em que se manteve até 1812, quando foi substituído por Lord Castlereagh. Lord Wellesley foi um defensor da Emancipação Católica e um crítico do Congresso de Viena e dos arranjos diplomáticos para a Europa que dele emanaram, designadamente, da destruição da República de Veneza e da partição da Polónia. Em 1821 foi nomeado Lord Lieutenant of Ireland e favorecendo a emancipação Católica reprimiu com vigor os excessos Orangistas. Em 1828, Lord Mornington demitiu-se com a chegada ao poder de seu irmão Lord Wellington fervoroso opositor da emancipação Católica. Da sua antiga amante Hyacinthe-Gabrielle Roland, com quem se tinha casado em 1794, Lord Mornington teve una filha Anne Wellesley (1788 - 1875) que casou em primeiras núpcias, em 1806, com Sir William Abdy, 7º Baronete; e após ter obtido o divórcio, em 2as. núpcias, em 1816, com o seu amante e amigo de seu primeiro marido Lord William Charles Augustus Cavendish-Bentinck, filho mais novo de William Cavendish-Bentinck, 3º Duque de Portland e de Lady Dorothy Cavendish. Através do seu terceiro filho - o Reverendo Charles William Frederick Cavendish-Bentinck (1817- 1865), foram avós de S.M. a Rainha Mãe e pelo filho mais novo Ten.-General Arthur Cavendish-Bentinck (1819 - 1877) casado com Elizabeth Sophia Hawkins-Whitshed they foram avós de William Cavendish-Bentinck, 6th Duke of Portland. F. 31282 Armas: Esquartelado de Wellesley e Colley envolto pelo Colar da Ordem de S. Patrício contend a divisa da Ordem num anel (Quis separabit?) e a data da fundação da Ordem. O ex-líbris deve ser posterior a 1783, quando Lord Mornington foi feito cavaleiro da Ordem de S. Patrício e anterior a 1799, data em que foi elevado a marquês de Wellesley, tendo recebido acrescentamentos honrosos nas armas e timbres. Fontes: Sir Bernard Burke, A genealogical and heraldic dictionary of the peerage and baronetage of the British Empire : London : Harrison, 1889 Richard Wellesley Wellesley, The Despatches and Correspondence of the Marquess Wellesley, K. G.: During His Lordship's Mission to Spain as Ambassador Extraordianry to the Supreme Junta in 1809, Robert Montgomery Martin, Editor : London : J. Murray, 1838 William Holden Hutton. The Marquess Wellesley, K.G., Clarendon press, 1893 Om Prakash (ed.). Encyclopaedic History Of Indian Freedom Movement – Lord Wellesley and Policy Expansion. Vol. 12 : New Delhi, Anmol Publs., 2002

De Bombelles, Marquise de Louvois

Marc Jeanne Henriette Victoire de Bombelles, marquise de Louvois
Filha de Henri François conde De Bombelles (1680 - 1760) senhor de Orangis e de Lavau, comendador da Real Ordem Militar de S. Luís, Tenente-General dos Exércitos Reais, Governador do duque de Chartres e gentilhomem da Câmara do duque de Orléans. Era irmã, entre outros, do famoso Embaixador Marc Marie de Bombelles, marquês de Bombelles senhor dos feudos de Worlk e de Achenheim, na Alsácia, que nasceu em Bitche a 8 de Outubro de 1744, tendo sido nomeado por Luís XVI, em Junho de 1785, Embaixador em Lisboa. Casou em Janeiro de 1782 com Louis Sophie le Tellier de Souvré (n. 1740) marquês de Louvois, coronel do Real Regimento de Cavalaria do Russilhão, tenente-general no governo da Navarra e Béarn, brigadeiro de cavalaria dos Reais Exércitos, que era filho de de François Louis le Tellier de Louvois marquês de Souvré, tenente-general dos Reais Exércitos e cavaleiro das reais ordens e de sua mulher Félicité de Sailly.
Gravura a buril em cobre (séc. XVIII). O primeiro escudo é um esquartelado de Le Tellier e Souvré; o segundo um esquartelado com as armas de Bombelles. Fontes: Germaine Meyer-Noirel, Rép. général des ex-libris français : B1376 ; Jean Baptiste Pierre Jullien de Courcelles. Histoire généalogique et héraldique des pairs de France: des grands dignitaires de la couronne, des principales familles nobles du royaume et des maisons princières de l'Europe, précédée de la généalogie de la maison de France, vol. 2, 1822, pp. 10-17