Segunda-feira, Março 3

Ex-Libris do Marquês de Sande

Francisco de Melo e Torres, 1º Conde da Ponte, 1º Marquês de Sande (Cr. Conde da Ponte (1661) e Marquês de Sande (1662)

Gravura a buril Formato: 58 x 63 Armas: Partido: 1 - Torres; 2 - Melo. Fidalgo que participou na Revolução de 1640 que pôs termo ao domínio dos Habsburgos espanhois em Portugal, com a aclamação de Dom João, duque de Bragança, como Rei de Portugal. Durante as Guerras da Restauração comandou um terço na Batalha de Montijo (1644), tendo sido nomeado Governador da Praça de Olivença e General de Artilharia. Durante a Regência da rainha D. Luísa de Gusmão deu início a uma brilhante carreira diplomática louvada por Lord Clarendon. Enviado a Inglaterra em 1657, assinou um tratado em 1660 (nunca ratificado) que permitia a Portugal recrutar soldados em Inglaterra e a comprar cavalos e armas no Commonwealth. Após a Restauração dos Stuarts, permaneceu em Inglaterra tendo sido o primeiro Enviado estrangeiro a ser recebido pelo rei Carlos II. Foi signatário do contrato de casamento entre o rei Carlos II e a princessa D. Catarina de Bragança (1638-1705), filha do rei D. João IV, e pelo qual Portugal se obrigou a entregar Tânger e Bombaim à coroa Ingleza, assegurando a Aliança Ingleza na causa da Restauração e da nova dinastia. Em 1662, a Infanta D. Catarina partia de Lisboa acompanhada pelo Marquês de Sande numa frota sob o comando do Conde de Sandwich tendo chegado a Portsmouth a 24 de Maio aí sendo recebida pelo Duque de Iorque, irmão de Carlos II. Mais tarde na qualidade de Eviado à Corte de Luís XIV, rei de França, o Marqûes de Sande esteve envolvido nas negociações para o casamento do rei D. Afonso VI com a Grande Demoiselle. Tendo este projecto falhado devido à oposição de princesa, o Duque de Guise recomendou ap Marquês de Sande o nome da Mademoiselle de Nemours e de Aumale (1646-1683). O casamento foi celebrado em Março de 1666 em La Rochelle, tnedo o Marquês de Sande representado o rei de Portugal.

A nova Rainha embarcou numa frota Francesa sob o comando de seu tio o duque de Beaufort acompanhad pelo Embaixador Marquês de Sande tendo aportado a Lisboa em Agosto de 1666. Dois anos mais tarde, após um golpe palaciano liderado pela rainha e pelo irmão do rei, este era declarado incapaz tendo sido forçado a ceder o poder ao Infante D. Pedro seu irmão que foi nomeado Regente. Pouco tempo depois, o casamento foi anulado em virtude da rainha ter declarado que o seu casamento nunca havia sido consumado. Viria a casar com seu cunhado o futuro rei D. Pedro II..

O marquês de Sande foi assassinado em 1667 após regressar da Capela Real, em circunstãncias nunca cabalmente esclarecidas.

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Sexta-feira, Junho 15

John Blandy

John Blandy (datado 1791) Armas: Or, three urns sable with flames issuant from each proper Divisa: Ex Urna Resurgam Os Blandy’s são uma das mais antigas e prestigiadas famílias de origem Britânica estabelecidas na Ilha da Madeira, desde o início do século XIX. De início, como mercadores de vinhos e, mais tarde, como produtores de vinho da Madeira, banqueiros, agentes de navegação, indústria de moagem e com interesses na moderna indústria hoteleira e na comunicação social. O titular do ex-líbris pode muito bem, estar relacionado com os Blandy’s da Madeira. Com efeito, o primeiro Blandy de que há notícia de se ter fixado na Madeira foi um John Blandy (1783-1855) que, em 1807, chegou ao Funchal integrado num dos Regimentos Ingleses que ocuparam pela segunda vez a Madeira, sob o comando do General William Carr Beresford. Pouco se sabe porém das suas origens, para além da informação que consta no portal da firma Blandy Shipping Agency, que o dá como oriundo do condado de Berkshire, em Inglaterra. O genealogista Luís Peter Clode porém, dava-o como tendo nascido em Piddletrenhide, no condado de Dorset, provável filho de um Charles Blandy que casou, em 1782, nessa paróquia com Elizabeth Davis. Certo é, que o John Blandy da Madeira casou em Inglaterra com Janet Burden em 1810, tendo depois regressado à ilha para aí se estabelecer como mercador. As armas e a divisa do ex-líbris são idênticas às que figuram no ex-líbris do neto de John Blandy - John Burden Blandy (1841-1912) casado com Margaret Faber (1841-1877), da firma Blandy Bros. & Co. e que adquiriu, em 1885, a «Quinta do Palheiro» aos herdeiros do conde de Caravalhal, tendo nela recebido o rei D. Carlos I aquando da sua visita à Madeira no início do século XX. Outro membro desta ilustre família, neto de John Burden Blandy e filho de John Ernest Blandy (1866-1930) e de Elinor Reader, Percy Graham Blandy (1904-1972) usou igualmente um ex-líbris armoriado. O ex-líbris que reproduzimos pertenceu provavelmente a um tio homónimo do John Blandy que se fixou na Madeira. Mais: Bland’ys Group History e Ocupação da Madeira (Continua)

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Terça-feira, Maio 29

O Mar no Ex-Libris

O Museu Valencia de ll Iustració i de la Modernitat - MuVIM tem patente uma Exposição Internacional de Ex-Líbris sob o tema «El mar, els libres - Exposició internacional d'ex-libris marítms» de 25 de Abril - 8 de Julho de 2007, comissariada pelo Dr. Gian Carlo Torre e Víctor Oliva.
A exposição teve a colaboração do Museu Marítimo de Barcelona e de destacados coleccionadores de ex-libris: Gian Carlo Torre (Itália), Henk Muda (Países Baixos), Tazuo Matzubishi (Japão), Katona Gábor (Hungria), José Miguel Valderrama Esparza, de Sevilha e, Justo Llácer, Arturo Zaera e Víctor Oliva, de Barcelona.
Acaba de ser publicado (Abril 2007) um pequeno mas luxuoso Catálogo ilustrado com exemplares que figuram na exposição, com textos de Romá de la Calle, director do MuVIM, de Gian Carlo Torre, de Anna Maria e Andrea Disertori e de HenkMuda (ISBN 978-84-7795-460-6).
Há muito que o Mar e o tema marítimo atraem os ex-libristas de todas as épocas e latitudes.
De sublinhar, que na exposição figuram os ex-líbris do Município deLisboa, do Arquivo Histórico Ultramarino e o gravado a buril por Mestre Paes Ferreira para Vincenzo Ciccoti, embora muitos mais existam, como o que segue.
Ex-Líbris de homenagem ao grande navegador Fernão de Magalhães (c. 1480-1521), desenhado, em 1985, pelo Prof. Béla Albert Petry (1902-1996), artista de origem Húngara, radicado nos E.U.A., para Dom Telmo de Bragança (1925-1985):

P 2, 2 cores, 1985

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Sexta-feira, Outubro 20

Artistas IV – Conde de Paraty

D. Miguel de Noronha de Paiva Couceiro, 4º conde de Paraty, Oficial de Cavalaria e antigo Governador de Diu, nasceu em Cascais, em 1909 e faleceu em Lisboa em 1979.
Foi autor de vários belos ex-líbris heráldicos de traço inconfundível sobretudo, para familiares e amigos que apreciavam o seu trabalho.
Eugénio Silvano de Castro e Almeida, Paes Ferreira, sculp., opus 85, 1971, C2
Os seus ex-líbris denotam a influência da arte caligráfica praticada na Índia com excepção do seu ex-líbris pessoal feito a aguarela e impresso a cores (ver supra). Este, foi feito em colaboração com o ilustre heraldista Dr. Carlos da Silva Lopes.
Engº Manuel de Lancastre Bobone, Divisa - Fide Sed Vide, P2
Muitos dos utentes para quem desenhou ex-líbris encomendaram a Mestre Paes Ferreira gravuras a buril.
Francisco de Sousa Botelho e Albuquerque, 3º Conde de Mangualde (1909-1973), Paes Ferreira, sculp. , Opus #59, 1960, C2
Cooke de Montjoye de Royalton, Divisa - Dieu Me Soit En Aide, Paes Ferreira, sculp., C2
D. Manuel Luís de Castro Pamplona (1907-1968), Divisa - Or Perfect Solitude or Perfect Sympathy, Paes Ferreira sculp., Opus #71, 1965, 2
Artur Mário da Mota Miranda, István Tempinszky sculp., 1970, C2 Tech.: C2
Jorge Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz, Paes Ferreira sculp., Opus #118, 1978, C2

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Ex Libris Tauromáquico

Artistas: A. Martin Maqueda (Espanha) del.
A. Paes Ferreira del. et sculp. Técnica: C2; Ano: 1978
O desenho central é do artista andaluz Don Antonio Martín Maqueda(1) – jornalista, crítico tauromáquico, pintor e gravador que viveu muitos anos em Portugal - e representa uma cabeça de touro e quatro elementos represenattivos da Tourada à Portuguesa: o tricórnio do cavaleiro, o estribo, o barrete dos moços de forcado e o forcado.
A cercadura foi desenhada pelo gravador António Paes Ferreira representando os ferros de algumas das mais prestigiadas ganadarias, quer do passado quer actuais. Da esquerda para a direita e do alto para baixo: 1. El-Rei Dom Carlos I 2. Branco Núncio (f. 1930), hoje do Engº José Barahona Núncio 3. Eduardo Miura 4. Engº Góis 5. Marquês da Valada 6. Infante da Câmara 7. Duque de Verágua 8. J. Coimbra 9. J. S 10. Marquês de Rio Maior 11. Oliveira 12. Herdade de Pancas 13. A 14. Duque de Lafões (1) São de sua autoria os «Cadernos Tauromáquicos», 5 vols., Porto, 1952-1954 ; «Portugal Artístico Tauromáquico», Lisboa, Grafica Brás Monteiro, 1971.

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Quarta-feira, Outubro 18

Artistas 3 - KAMACHI SEIJI

O Japão, com uma rica tradição de artes gráficas e em particular da arte da gravura em madeira, tem vindo a crescer em acticvidade ex-librística e no número de artistas que se dedicam à gravura e ao ex-líbris.

KAMACHI SEIJI é certamente um dos expoentes desta tendência tendo criado desde 1980 cerca de uma centena de ex-líbris utilizando o buril ou a água-forte. Participou inclusivamente na Exposição Japanese Bookplate Exhibition que se realizou em Ortona, na Itália, em 1999.

A sua participação em Concursos Internacionais de Artes Gráficas ou de Ex-Líbris tem sido regular tendo sido galardoado com vários prémios que reconhecem o seu mérito artístico: 4th International miniature prints Exhibition (Seoul, Coreia; 1st International miniature print Biennal (Nova Iorque, E.U.A.); 4th International prints Biennal (Lubin, Polónia), onde obteve o Prémio Especial; e, na 1st International prints Biennal (Qingdao, China) / Medalha de Bronze.

É membro da Japan Print Association e chefia o prestigiado Doumu Print Art Studio, de Tóquio.

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Ex-Libris Cervantinos

«Ex-Libris Cervantinos» No âmbito das comemorações do IV Centenário da publicação da 1ª parte do Don Quijote foi desenvolvido um ambicioso projecto - «Ex Libris Cervantinos» - que implicou a catalogação, digitilização e a criação de um arquivo em hiper-texto por forma a disponibilizar on-line os ex-líbris de tema Cervantino. O projecto feito em parceria entre a Universidade do Texas A&M e a Cátedra Cervantes da Universidad de Castilla-La Mancha, no âmbito do Projecto Cervantes, teve por base a fabulosa colecção de ex-líbris de tema cervantino do grande coleccionador italiano - Dr. Gian Carlo Torre. Do Catálogo on-line constam já 1168 ex-líbris, com identificação e nacionalidade do utente e do artista, data de execuçâo e técnica utilizada sendo possível a pesquisa. Eis, um bom exemplo do uso das novas tecnologias em prol da Cultura. Paralelamente, e com o patrocínio da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha e da Empresa Pública Don Quijote de la Mancha 2005 S.A, realizaram-se em 2005 e 2006, exposições em Cuenca, Ciudad Real e Toledo e publicou-se um luxuoso Catálogo Don Quijote en los ex libris : [exposición], [Toledo] : Empresa Pública Don Quijote de La Mancha, 2005. O Catálogo inclui um excelente e aprofundadado estudo do Dr. Gian Carlo Torre sobre o tema Introducción al ex libris cervantino. Sobre o tema há a referenciar duas obras do Dr. Gian Carlo Torre: La aventura de Don Quijote en los ex-libris, [Ed. A. M. da Mota Miranda], Braga, 2003; e Don Chisciotte nell'ex libris, Torino, Edizioni MAF Servizi, 1995.

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Terça-feira, Outubro 17

Ex-Líbris- Bibliografia portuguesa

A Bibliografia portuguesa não é rica em estudos aprofundados sobre a temática ex-librística. Para além de artigos de divulgação, de catálogos de exposições e de conferências ou de colaboração inserida nas revistas da especialidade que se foram publicando desde 1901, o esforço das últimas décadas parece ter-se concentrado na inventariação dos ex-líbris portugueses - seus utentes e artistas. O contributo de maior folego foi assim o de Fausto Moreira Rato, quer com o seu «Manual de Ex-Librística, subsídios para a história e arte dos ex-líbris», editado em 1976, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, no rescaldo do XVI Congresso Internacional de Ex-Líbris da FISAE, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, quer com vários contributos publicados nas páginas de revistas da especialidade. No domínio da temática heráldica, que parece continuar a prevalecer no interesse dos amadores de ex-líbris em Portugal, a investigação e os trabalhos do saudoso Henrique Avelar, Luís Ferros e Sérgio Avelar Duarte deram um valioso e decisivo contributo para o catálogo dos ex-líbris e super-libros heráldicos portugueses. Avanços na investigação passa porém pela consulta das colecções importantes com acesso público, como as de João Jardim de Vilhena (na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra), do Coronel Henrique Ferreira Lima (na Biblioteca da Faculdade de Letras, de mesma Universidade) ou , de Rocha Madahil (na Biblioteca da Ajuda). É certo que a tarefa é ainda dificultada pelo facto de algumas das grandes colecções da segunda metade do século XX se terem dispersado ou estarem inacessíveis, como é o caso, por exemplo, das de Armando de Matos, Carlos Lobo de Oliveira, Alfredo Lucas Cabral, Aulo-Gélio Godinh0, Francisco do Amaral Osório Calheiros e Meneses e António Jacinto Júnior. Acresce o aparente desinteresse votado ao tema pelos Arquivistas e Bibliotecários, sobretudo de instituições que detêm importantes acervos de ex-líbris, ao contrário do que sucede, por exemplo em Espanha, na Grã-Bretanha, na Alemanha, nos E.U.A. e na Austrália. A excepção meritória cabe ao IPPAR e à Biblioteca da Ajuda que, embora de forma algo tímida, deram acesso on-line à colecção de ex-líbris de Rocha Madahil. Bibliografia «A Arte do Ex-Líbris» - Boletim da Associação Portuense de Ex-Líbris, Porto, [1956-1989] «Archivo de Ex-Libris Portugueses», (dir. Araújo, Joaquim de), 7 vols., Genova, [1901-1908] «Archivo Nacional de Ex-Libris», (dir. Matos, Armando de, Navarro, Alberto Gusmão & Vilhena, João Jardim de), 2 vols., Lisboa, [1927-1834] «Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Líbris», Lisboa, de [1955 até hoje] «Ex-Libris», (dir. Leiria Dias, Eduardo), 15 nºs., Lisboa, [1946-1948] «Revista de Ex-Líbris Portugueses», (dir. conde de Castro e Sola & Ferreira Lima, Henrique de Campos), 6 vols., Porto, Typ. da Emp. Litteraria e Typographica, [1916-1927] «Revista Ex-libris (Portugal)», revista bimestral, (dir. Vinhas, Mário), Lisboa, [1951-1988] 1ª Exposição de "Ex-Libris" em Portugal, Lisboa, Imp. Nacional, [1927-1928] Abreu e Lima, João Paulo de, Manuel Cargaleiro, in «Contemporary International Ex-Libris Artists», vol. 1, Braga, 2002,pp.15-28 Almeida, Eugénio de Castro e, Lista de Ex-Líbris Heráldicos Portugueses, Figueira da Foz, [s.n.],Tip. Lousanense, 1971 Alves, Jofre de Lima Monteiro, João Paulo de Abreu e Lima//António Lima, Cultor, Desenhador de Ex-Líbris e Mestre de seu filho João Paulo, in «Ex-libris - enciclopédia bio-bibliográfica da arte do ex-libris contemporâneo:/», vol. 27, Braga, 2000, pp. 53-80 Andrade, Isabel Freire de, Ensaio de catalogação de ex-libris - Sep. Bol. Bibl. Univ. Coimbra, 35, Coimbra, [s.n], 1980 Avelar, Henrique de, Ex-libris heráldicos portugueses - Sep. de «Catálogo Geral das Exposições - XVI Congresso Internacional de Ex-Libris», Braga, APEL, 1977 Avelar, Henrique de, Ex-libris heráldicos portugueses, 1ª e 2ª série, Braga, [APEL], 1977, 1980 Azevedo, Álvaro de & Chaves, Luís, Descrição dos ex-libris existentes no Museu Etnológico Português, Lisboa, Imprensa Nacional, 1918 Bragança, Telmo José de, A tauromaquia portuguesa no ex-librismo nacional : touros e forcados – Sep. da revista «Ex-Libris», #28, Lisboa, [s.n.], 1978 Catálogo da Exposição de desenhos para ex-libris de Jorge Nunes, (Maio-Junho 1959), Casa da Imprensa, Lisboa, [s.n.], 1959 Catálogo da II Exposição de Ex-libris (Heráldicos) no Salão Silva Porto, Porto, Assoc. Portuense de Ex-Libris, 1957 Catálogo de Exposição de Ex-libris Camonianos, IX Encontro Nacional de Ex-libristas, Lisboa, Comissão Executiva do IV Encontro Nacional de Ex-libristas, 1980 Catálogo Geral da Primeira Exposição de "Ex-Libris" em Portugal, efectuada na Imprensa Nacional de Lisboa de 4 a 31 de Outubro de 1927, Lisboa, Imprensa Nacional, 1930 Catálogo Geral das Exposições do XVI Congresso Internacional de Ex-Líbris - Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian, organização da Associação Portuguesa de Ex-Libris, Braga, 1976 Catalogue de la Collection d’Ex-Libris formée para Feu le Général Loureiro, Directeur Général des Travaux Publics du Portugal, Seine, 1912 Catarino, Maria de Lurdes, Os ex-libris portugueses da colecção João Jardim de Vilhena da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Coimbra, [s.n.], 1980 - Sep. Bol. Bibl. Univ. Coimbra, 34 - 3ª parte Duarte, Sérgio Avelar et al, Catálogo da Exposição «Os ex-líbris e o mar» - Museu do Mar-Rei D. Carlos, org. da Academia Portuguesa de Ex-líbris, Centro Lusíada de Estudos Genealógicos e Heráldicos, Cascais, Câmara Municipal, 2003 Duarte, Sérgio Avelar, Ex-Líbris e maçonaria, Sep. Da revista «Tabardo», no 1, Lisboa, Universidade Lusíada, 2002 Duarte, Sérgio Avelar, Ex-Líbris Portugueses Heráldicos, Liv. Civilização Editora, Porto, 1990 Ex-libris alemães, Universidade de Coimbra. Faculdade de Letras. Instituto de Estudos Alemães - Porto: Paisagem Editora, 1983 Ex-libris portuenses - exposição e conferências, Câmara Municipal do Porto, Sep. Boletim Cultural, Porto, C. M., Gabinete de História da Cidade, 1954 Exposição de alguns exemplares de ex-libris desenhados por António Lima, entre 1914 e 1954, [Lisboa] S.N.I., [1954] Exposição de ex-líbris de Segismundo Pinto: catálogo geral/, org. pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo - Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, 1988 Ferros, Luís, Super-Libros Portugueses e Estrangeiros, in «Catálogo Geral das Exposições - XVI Congresso Internacional de Ex-Libris - Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa 1976», APEL, [s.l.], 1976, pp. 159-174 Fonseca, Martinho Augusto Ferreira da, Ex-Libris, in «Almanak Ferin – 1902», Lisboa, 1902 Gama, Eurico, Catálogo dos Ex-Libris da Biblioteca Municipal de Elvas, Elvas, 1966 Godinho, Aulo-Gélio Severino, Bibliografia Ex-Librística Portuguesa, Estrangeira e Relacionada com Portugal, in «Catálogo Geral das Exposições - XVI Congresso Internacional de Ex-Libris - Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa 1976», APEL, [s.l.], 1976, pp. 21-37 Godinho, Aulo-Gélio Severino, Ex-Líbris, APEL, Lisboa, 1975 Jacinto Júnior, António Teixeira, Ex-Líbris Portugueses, Sep. «Magazine Civilização», Porto, 1935-1936 Leitão, Joaquim, E de tudo se lavrou este Auto..., Sep. da «Revista Archivo Nacional de Ex-Líbris», [s.n.], 1928 Leitão, Joaquim, Première Exposition d’Ex-Libris au Portugal- Rapport d’un Visiteur Émerveillé – Sep. da «Revista Archivo Nacional de Ex-Líbris», [s.n.], 1928 Lima, Henrique de Campos Ferreira, Os ex-libris de Garrett, [S.l. : s.n.] 1917, (Porto, Empr. Literaria Tipografica) Lima, Henrique de Campos Ferreira, Os ex-libris de Gerard de Visme fundador da quinta e palácio de Monserrate em Cintra, Sep. da «Revista de Exlibris Portugueses». [S.l. : s.n.], 1922, (Porto, Typ. da Empr. Literaria e Typographica) Lima, Matias, J., Super-Libros Portuguezes inéditos - Sep. da «Revista de Ex-Libris Portuguezes», Porto, Fernando Machado & Ca. Livraria Editora, 1927 Loureiro, General Adolfo Ferreira de, Ex-libris Portugueses, Catalogo, extrahido do nº 19 do «Archivo de Ex-libris Portugueses», Génova, Tipografia dei Surdo-Muti, [1903] Madahil, António G. da Rocha, A Biblioteca da Universidade de Coimbra e as suas marcas bibliográficas, Imprensa da Univ. de Coimbra, 1932 [a sua colecção de ex-líbris está na Biblioteca da Ajuda] Madahil, António G. da Rocha, Ficheiro de Ex-Líbris Portugueses Antigos, Inspecção das Bibliotecas e Arquivos, Lisboa, 1958 Madahil, António G. da Rocha, Integração do Gravador António Pais Ferreira, abridor e desenhador de Ex-Líbris, na tradição Nacional da Gravura Artística, in «A Arte do Ex-Líbris» , vol. III, Ano VII, #5, Porto, 1962, pp. 113-152 Madahil, António G. da Rocha, João Carlos, desenhador de ex-libris – Sep. do vol. 28,do «Arquivo do Distrito de Aveiro», Coimbra Ed., Aveiro, 1962 Malpique, Manuel da Cruz & Mota Miranda, Artur M. da (dir. art.), D. 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III-VII, Porto, [1976-1984] Mónica, Maria Teresa (coord.), Franco, Luís Farinha & Pinto, Segismundo, Ex-líbris: colecções Arquitecto Segismundo Pinto & Biblioteca Nacional, Lisboa, BN, 1998 Moreira Rato, Fausto, Ex-Líbris Portugueses – Catálogo, in «Catálogo Geral das Exposições - XVI Congresso Internacional de Ex-Libris - Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa 1976», APEL, [s.l.], 1976, pp. 39-63 Moreira Rato, Fausto, Manual de Ex-Librística, subsídios para a história e arte dos ex-líbris, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 1976 Mostra de Ex-Líbris de Pais Ferreira, 2, 1983, Exposição de alguns exemplares desenhados, gravados e estampados entre 1979 e 1983: catálogo da exposição, [org.] Sector Cultural do Grupo Desportivo do Banco de Portugal .- Lisboa: GDBP, 1983 Mota, Alfredo, Os ex-libris da Biblioteca de Marinha - Sep. «Arquivo Nacional de Ex-libris», Lisboa: [s.n.], 1933 Neves, Adelino Vieira, O ex-libris e o seu uso pelos médicos portugueses, Sep. Bol. Acad. Port. Ex-Libris, 20, Braga, Acad. Port. de Ex-Libris, 1976 Neves, Adelino Vieira, O ex-libris mais antigo impresso em Portugal: comunicação apresentada na Reunião de Estudos da Academia Portuguesa de Ex-Libris, de 13 de Julho de 1955 - Sep. «Bol. Academia Port. Ex-Libris», 1, Lisboa: [s.n.], 1955 Neves, Adelino Vieira, O ex-libris na família Keil : a consagração dum artista, Sep. «Bol. Academia Portuguesa de Ex-Líbris», Ano 1, Lisboa, [s.n.], 1956 Oliveira, Sérgio de, Ex-libris comemorativo do IV Centenário da morte de Luís de Camões,.- [S.l.: s.n.], imp. 1980 (Braga, Tip. Editorial Franciscana) Pinto, Segismundo Ramires (dir.), Exposição ex-libris com a Cruz da Ordem de Cristo, org. Academia Portuguesa de Ex-Libris e C. M. Tomar, Tomar, Pelouro do Turismo da Câmara Municipal, 2003 Rosa, João, A usança de Ex-Líbris através de Évora humanista e erudita, solar de arte e da cultura, in «Alentejo à Janela do Passado», 3ª parte, Lisboa, 1940 Sampaio, Albino Forjaz de, Ex-Libris, in «Colecção Patrícia», Diário de Notícias, Lisboa, 1925 Tomás, Aníbal Fernandes, Os Ex-Líbris Ornamentais Portugueses, Porto, 1905 Tomás, Aníbal Fernandes, Os ex-libris portuguezes: alguns subsídios para o seu catalogo, Figueira da Foz, Imp. Lusitana, 1902 Vasconcelos, José Leite de, Ex-Líbris, super-libris e super-libros – Sep. do «Boletim de Arquitectura e de Arqueologia» da real Associação de Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, tomo 13, 5ª série, Lisboa, [1913] Vilhena, João Jardim de, Uma Colecção de Ex-Libris – Sep. do Bol. Da Universidade de Coimbra, vol. 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Segunda-feira, Outubro 16

EXTAMPA – revista da «Asociación Andaluza de Exlibristas»

A Associação Andaluza de Exlibristas (A.A.E.) é a mais jovem agremiação da especialidade na península Ibérica. Fundada em 1997, na cidade de Sevilla foi admitida como membro da F.I.S.A.E. em 2000 graças ao seu dinamismo e actividades em prol da divulgação e do estudo do exlibrismo. Publica regularmente a revista EXTAMPA ricamente ilustrada, de cuidada execução gráfica, com numerosos ex-líbris colados à Ingleza, com artigos de grande interesse e com um elenco de colaboradores internacional. Para além das rubricas típicas deste tipo de publicações – lista de membros, informações sobre eventos, concursos, exposições, coleccionismo, técnicas de gravura, ex-líbris antigos, recensão de livros e publicações sobre o tema – a «Extampa» inovou com a publicação regular de rubricas sobre: · Entrevistas com grandes coleccionadores europeus; · Entrevistas com Artistas de ex-líbris contemporâneos; e, · Secção dedicada ao movimento ex-libristico na América Latina, de língua Espanhola O portal da AAE, em espanhol e inglês, dedica ainda páginas com uma galeria on-line de ex-líbris criados por 15 artistas seus associados e outra com ex-líbris dos seus outros sócios, o que é igualmente invulgar.

Parabéns ao seu director e grande impulsionador Don José Miguel Valderrama Esparza!

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Tavik Frantisek Simon - pintor Checo

Um novo e excelente portal trilingue sobre a vida e a obra do grande pintor Checo – T. Frantisek Simon (François Simon), nascido em 1877, em Zeleznice, na Boémia então parte do Império Austro-Húngaro. Tendo viajado muito pela Europa e vivido e trabalhado Paris antes da Grande Guerra, onde foi muito apreciado, regressou à Boémia no início da Guerra e faleceu em Praga em 1942.
A sua obra esquecida e denegrida na sua terra natal durante o regime comunista, só agora volta a ser falada e divulgada. F. Simon dedicou-se à pintura, ao desenho e à gravura, tendo sido autor de meia centena de ex-líbris. No portal que lhe é dedicado podemos ver uma parte da sua obra multifacetada, a sua biografia ilustrada e bibliografia. Também uma galeria on-line de ex-líbris.

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Coleccionadores II

Mme. Germaine Meyer-Noirel - grande figura do ex-librismo mundial
Germaine Meyer-Noirel, presidente de honra da Association Française pour la Connaissance de l'Ex-Libris (A.F.C.E.L.), com sede em nancy, é autora de livros de referência para a história do ex-líbris em França, para além de uma vastíssima colaboração com eruditos artigos nas páginas da revista trimestral - «L'Ex-Libris Français». Foi também uma das grandes impulsionadoras da fundação da F.I.S.A.E. - Fédération International des Sociétés Amateurs ď Exlibris.
Da sua obra impressa destacamos:
  • Répertoire général des ex-libris français, des origines à l'époque moderne. (1496-1920), (De Abadie à Mz.), (s.n.), 14 volumes, 1983-2006 (continua em publicação);
  • L'Ex-libris. Histoire, art, technique, Paris, Picard, 1989, obra fundamental para os iniciados (v. recensões por Maxime Préaud na Revista «Revue de l'Art», 1990, vol. 89,# 8, p. 84 e, o artigo L'Ex-libris : de ses origines à son apogée au XVIIIème siècle;
  • La bibliographie de l'ex-libris français de 1872 à 1977, Frederikshavn, Exlibristen, 1979 (recensão por Jean-Marie Arnoult);
  • Responsável pela revisão da edição francesa da obra de Gernot Blum, L'art de l'ex-libris érotique, Paris, Picard, 1990.

Um extracto de um interessante artigo de G. Meyer-Noirel pode ser consultado em - «L'ex libris. Histoire, art, techniques de Germaine Meyer Noirel». (v. ex-líbris, da autoria de Michel Jamar em http://perso.orange.fr/exlibris.afcel/STAFF/staff.htm)

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